Pus

Pus
Sangue
Dor

A ferida aberta exala um cheiro podre
Os vermes dançam nas suas vísceras
Um carrocel pútrido

Os corvos olham ao longe
Pensam se ainda vale a pena se fartar de sua carne
Ratos não gostariam

Órgãos expostos
Olhos abertos
Pele rígida

Você já deveria ter ido há muito tempo
Nada lhe restou agora
Apenas as chamas do inferno

Abro um vinho
Comemoro o seu declínio
Danço sobre o seu cadáver

Mas sei que logo estaremos juntos
Para nos humilharmos eternamente
E lutar ao máximo para ver o outro sofrer

Aguarde-me
Pois já sinto o calor do fogo
E o sono sempre intranquilo guia-me pelo mesmo caminho

_______________
Imagem: Fernando Mafra

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