Era uma vez um brother

Se você acha que relacionamentos abusivos são causados apenas por homens violentos, aproveitadores e mentirosos, é preciso abrir um pouco mais sua cabeça, pois vou te contar a história de Felipe Arquer e Luana Villas Betis.

Felipe Arquer era mais um jovem de classe media/alta da metrópole paulistana. Havia cursado publicidade, morava em Perdizes e perdia horas e mais horas de sua vida jogando Pro Evolution Soccer no Playstation. Tinha um senso de humor calibrado e era digno de uma bela aparência. Possuía 1,80m, cabelos e olhos castanhos, tronco quadrado, e dono de um visual despojado. Provavelmente, um dos caras mais pegadores que já conheci. Sempre haviam mulheres no seu encalço ou algum esquema rolando por ai. Obviamente, nenhum desses casos era sério. Havia namorado apenas uma vez em sua vida, mas lembro-me que foi com uma garota estonteante. Os esportes em geral eram um grande hobbie, principalmente o futebol, sua maior paixão.

Luana Villas Betis, por sua vez, vinha de uma família mais humilde, teve sua formação toda em escola pública e pagou pelos próprios estudos superiores, trabalhando de dia e indo à faculdade a noite. Formou-se em Relações Públicas. Vivia na região da Pompeia, era descolada, comunicativa e tinha um humor diferente e sarcástico, que poucas mulheres possuíam. Sua altura era de 1,60m. Loira, magra, roqueira. Possuía algumas tatuagens espalhadas pelo corpo e um “quê” meio pin up. Uma bela garota. Características essas que chamavam bastante atenção e lhe rendiam grande admiração do público masculino.

Por alguma ironia do universo, os dois vieram a se conhecer quando estavam trabalhando na mesma agência de publicidade e marketing digital. Mais um desses empregos escravocratas que jovens estúpidos acreditam ser incríveis para trabalhar, pois podem usar havaianas e regatas durante o expediente e expor ao público sem qualquer remorso seus cabelos e barbas ridículos. Empregos quais ganham um salário de merda e são obrigados a fazer hora extra todos os dias e trabalhar aos finais de semana, enquanto são explorados por seus clientes e superiores, para depois, exaustos e sob uma pilha de nervos, se exibirem numa mesa de bar, expondo como sua vida profissional é magnifica, já que conseguem editar os vídeos da nova campanha num Apple de última geração.

Aos poucos os dois foram ganhando afinidade e passaram a frequentar as mesmas festas e bares quando descobriram que tinham alguns amigos em comum. Eu era um deles. Havia feito o colegial na mesma escola que Luana, mas nunca na mesma classe. Assim, nossa relação só viria a se estreitar depois que começamos a trabalhar juntos. Já Felipe, eu conhecia há anos, pois morávamos na mesma rua e eu frequentava o seu prédio toda semana. Éramos bons amigos. Jogávamos bola, vídeo game, saíamos ocasionalmente e ríamos de coisas sem sentido. Dessa forma, através de contatos cada vez mais frequentes com os dois, me encontrei em uma nova rotina semanal de bares, baladas e encontros em locais boêmios para extravasarmos a mente e aproveitar um pouco mais do que a juventude tinha a nos oferecer.

Rua Augusta por Douglas Pimentel

Um dos locais que fazíamos questão de estar sempre presentes era a famigerada Rua Augusta. Foram diversas noites perdidas beijando pessoas horríveis, usando drogas, arrumando brigas, batendo carros e chegando bêbado em casa. Lindas lembranças, incríveis ressacas e muitos arrependimentos.

Era claro desde o início que havia uma sintonia entre os dois, mas lembro-me que demorou algum tempo para que eles ficassem pela primeira vez. Apesar de todo o clima e momentos propícios para tal, o primeiro beijo entre os dois aconteceu muitos meses depois que a chama do amor já os havia entrelaçado.

O início, como sempre, foi lindo. Noites maravilhosas, amigos em comum e o prazer imensurável de uma nova paixão. E foi então que ocorreu o primeiro caso curioso dessa história. Depois de muitos meses que os dois começaram a ficar, saírem juntos, frequentar a casa um do outro e conviver com ambas as famílias, por algum motivo desconhecido Luana não queira assumir um namoro ou qualquer compromisso oficial. As razões não eram claras, mas ela carregava algum receio anterior, causado por antigas relações e por vontades atuais que não correspondiam àquele momento. De alguma forma, Felipe soube aceitar o caso muito bem e aguardou até que houvesse uma chance real para que tudo se concretizasse. Obviamente, esse fato rendeu várias piadas entre a galera, já que os pseudos namorados estavam sempre juntos, não saíam com ninguém mais e faziam questão de não manter um relacionamento aberto. Um casamento de mentira. O comprometimento invisível. Independentemente de quão próximos eles estavam, Arquer só conseguiu oficializar o namoro nove meses depois do primeiro beijo.

O primeiro fato que me deu sinais que havia algo estranho naquele relacionamento aconteceu por um motivo incrivelmente idiota. Em uma conversa em grupo entre eu, Felipe e outro camarada, através do Facebook, foi jogado ao ar que a grande maioria dos homens se masturbavam, mesmo após terem assumido um relacionamento estável. Alguns minutos depois, Luana me chamou inbox e começou a me perguntar como eu sabia que o namorado dela se masturbava agora que os dois estavam juntos. Porra! Como eu iria saber se o namorado dela se masturbava? E como ela sabia sobre o que estávamos conversando? Respondi que não fazia ideia se ele se masturbava ou não, mas, usando exemplos como o meu e de outros homens que conhecia, era realmente muito provável que ele também se masturbasse ocasionalmente. Teve início o inferno. Fui acusado, xingado e declarado mentiroso. Luana mandou mensagens até no Whatsapp de minha namorada, hoje noiva, para expor minhas declarações e também fazer com que eu brigasse com ela. Que filha da puta! Felipe ouviu as reclamações e a ferocidade de Luana por horas a fio, durante toda a tarde e noite. Em algum momento, as mensagens também chegaram por email, e era nítido, devido a forma como foram escritas e aos termos utilizados no texto, que não era Felipe que estava conversando comigo, mas sim Luana, através do endereço dele. No fim, mandei os dois para o inferno, pois tinha mais o que fazer da minha vida.

Spying Turquoise by JD Hancock

Não vejo problema nenhum em dividir suas senhas e liberar o aceso ao seu email, celular e redes sociais para a pessoa que você ama se essa for uma decisão consensual. Mas não aceito o fato de isso se tornar uma arma de espionagem para controlar seu companheiro e manipular as pessoas a sua volta.

Esse acontecimento recordou-me que Villas Betis uma vez me disse que obrigava seu ex-namorado a entrar no metro de cabeça baixa e manter aquela postura até sair da estação, pois assim ela garantiria que ele não olharia por um segundo sequer para qualquer outra mulher durante o trajeto. Que doentio! Mais estúpido ainda era o idiota aceitar essa condição. Não sei que tipo de poder ela tinha sobre seu ex-namorado, mas parecia que já havia começado a exercer esse tipo de dominação sobre Arquer também.

Lembro-me que no aniversário de Luana ela deu uma festa na ONG de um de nossos amigos, que cedeu o espaço e a ajudou a organizar a comemoração. Nesse dia, Felipe foi o lacaio de Luana durante todo o tempo, fazendo de tudo para montar o evento perfeito enquanto era destratado e humilhado em público. Podíamos ver com clareza os insultos e falta de paciência da aniversariante: “Vá buscar o gelo no Ceagesp, seu inútil!”, “Você é muito burro, não faz nada direito.”, “Pegue isto, leve aquilo, busque minha família agora!”, “Vai se foder!” Esses foram apenas alguns dos inúmeros insultos que Arquer foi obrigado a ouvir durante toda a noite perante os presentes. Recordo-me com clareza da sua cara de reprovação. Em alguns momentos parecia até desolado. De alguma forma, ele foi bastante paciente e acho que aguentou toda aquela encheção de saco sem revidar apenas porque era o aniversário dela ou porque sem perceber já estava se diminuindo perante uma relação que achava ser ideal. Vendo de fora, perguntava-me como alguém podia tratar tão mal uma pessoa que só estava ali para ajudar.

Foi engraçado que, com o passar do tempo, começaram a brigar cada vez mais em público e a forma como se tratavam nos momentos de tensão era grotesca. Xingavam-se sem qualquer tipo de barreira. Pareciam bêbados imundos insultando seu pior inimigo. Utilizavam palavões pesados e gestos inconcebíveis perante a boa família. Pais e avós ficariam horrorizados. Estar ao lado dos dois durante esses momentos era vergonhoso.

Por muitas vezes, quando Arquer se atrasava para algum compromisso, Luana  entrava em contato até com os amigos dele para saber sobre o seu paradeiro ou discutir os motivos da demora do seu namorado em retornar. Se toca! Isso não é problema deles!

Slidescreen by Johan Larsson

Uma vez, quando estava sem carro e havia ido de carona até a casa de um de seus amigos assistir a um jogo de futebol, Felipe recebeu mais de 20 ligações pressionando-o a voltar o mais rápido possível. De tanto ser infernizado, ele passou o telefone ao seu amigo, dono do veículo, para que Luana pudesse adverti-lo e obrigá-lo a voltar naquele momento, pois ela não poderia esperar o jogo terminar para encontrar seu amado. Obviamente, seu pedido foi ignorado. O que a deixou ainda mais puta e fez com que Felipe passasse por péssimos momentos quando voltou ao lar. Que cena ridícula. Tão ridícula que chega até a ser engraçada.

Enfim, não vou me alongar em todas as inúmeras historias nas quais Arquer foi destratado, manipulado ou teve suas vontades negadas, mas vou contar como foi a última vez que tive contato com ele. Numa de nossas conversas rotineiras de bar, Luana e Felipe tiveram a ideia de organizar um amigo/inimigo secreto entre nossa galera. Cada participante deveria se fantasiar de alguém do grupo, para deixar o evento ainda mais engraçado. Escolhemos o local, fizemos o sorteio, compramos as bebidas e quitutes e marcamos o dia. Parecia que seria uma jornada realmente divertida. Foi ai que os problemas começaram. Na data marcada, todos estavam presentes, menos Luana e Arquer. Independentemente das inúmeras mensagens e ligações, nenhuma satisfação foi dada por ambos. Haviam pessoas que tinham se fantasiado como os dois e comprado seus respectivos presentes para uma brincadeira que não daria mais certo. O evento estava marcado para às 14h, mas aguardamos o casal “somente” até às 18h30, pois alguns dos 08 idiotas que os esperavam tinham outros compromissos. Eles jamais foram, não deram qualquer satisfação e nunca mais falaram com nenhum de nós.

Após esse evento, Arquer nunca mais respondeu nenhuma mensagem de email, Whatsapp ou Facebook. Jamais atendeu a nenhuma de nossas ligações e nunca mais falou com nenhum de seus antigos amigos. Alguns deles o conheciam desde o primário. Haviam crescido juntos. Anos e anos jogados fora.

Eu também perdi a conta de quantas vezes fui ignorado. O motivo de tudo isso eu ainda não sei. Infelizmente, ele nunca teve a dignidade ou caráter de me contar o que aconteceu. Por mais ridículas, verdadeiras ou desastrosas que fossem as suas razões, poderia ao menos colocar as cartas na mesa e me dar uma chance de me retratar, se assim fosse preciso.

O pior de tudo é que algumas pessoas às vezes vêm me perguntar sobre ele e eu não tenho nenhuma resposta satisfatória a dar. Perguntam-me também porque Luana vive postando fotos e vídeos com suas amigas e Arquer está sempre sozinho. Eu não faço ideia.

Loneliness by Bert Kaufmann

Um dos poucos amigos que ainda possui algum tipo mínimo de contato com ele, disse-me que foi até a sua casa em seu último aniversário e ficou assustado por não encontrar ninguém. Não que isso seja uma novidade, mas ainda se espantam por vê-lo tão solitário.

Não posso provar, mas tenho quase certeza que Luana de alguma forma o convenceu que essa situação seria o melhor para ele. Se ele concorda ou não, não faz mais diferença. A vida é feita de escolhas e se alguém se sujeita a esse tipo de tratamento deve ter as suas próprias razões. O que me intriga é o fato de Luana continuar sua vida normalmente como se nada tivesse acontecido e seu companheiro ter escolhido um caminho vazio ao seu lado. Não é possível enxergar um ponto de equilíbrio nessa situação.

Por fim, parece-me um abuso psicológico que infelizmente ele não tem mais forças ou coragem para evitar. Talvez nem queira lutar contra isso ou tentar mudar essa situação. E nós, imbecis que foram deixados para trás, ainda nos preocupamos em saber se ele está realmente feliz.

É difícil entender os motivos que levam uma pessoa a aceitar esse tipo de comportamento, e ainda mais difícil fazê-la entender que essa não é de nenhuma forma uma relação saudável. Mas enquanto essa pessoa não conseguir enxergar o verdadeiro mal que isso vai lhe trazer, sempre estará recheada de culpa, medo e incapacidade diante da maioria das situações e provavelmente irá se diminuir e aceitar aquilo que seu companheiro estiver disposto a lhe dar.

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Obs.: Os personagens e eventos narrados neste texto são puramente ficcionais. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

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16 comentários sobre “Era uma vez um brother

  1. A fábrica de neuroses de cada um, vulgarmente conhecida como família, poderia dar pistas pra que nós, os outros, pudéssemos entender alguma possibilidade de lógica.
    Mas lógica não tem relação com sentimento.
    Abusos vem de pessoas frágeis e são recebidos por pessoas que se julgam fortes. Num reflexo, o abusador é abusado por sua própria insatisfação pela sua maneira de conduzir a relação.
    Fato é que precisamos todos errar.
    Pra poder acertar.

    Coitados deles. E de nós todos.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Ótimas palavras! Errando é que se vai em frente. Mas ainda acho que qualquer um está disposto a sofrer qualquer tipo de abuso. Não dá para ser forte e perfeito em todos os momentos. Sempre haverá horas nas quais estaremos vulneráveis. Obrigado pela visita! Abraços.

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  2. Não vou dizer que o amor só pode se dar entre iguais porque ninguém é igual ao outro: um fisiculturista pode ficar com uma modelo e ainda assim tudo dar certo. Mas essa moça da sua história provavelmente leu o Diário de um Sedutor, do Søren Kierkegaard. A técnica é parecida, os jogos mentais e tudo o mais. Até as esperas estratégicas. O ciúme e o desejo de controle são características incompatíveis com o amor. Quem ama não quer machucar. Daonde que uma mulher dessa ama alguém? Não ama. É mais fácil dizer que odeia. Um número de pessoas procura razões pra odiar, porque odiar os faz se sentir bem, e veem no romance um campo fértil para o ódio, pois o ciúme é corriqueiro no romance.
    Masturbação é natural e desejável. Mas é também um impulso por vezes forte e difícil de resistir. É também uma atividade muito prazerosa. Assim, impedir uma pessoa de se masturbar quando a vontade surge é uma vitória e tanto pra uma pessoa controladora. Ela quer ser a única fonte de prazer do cara, uma fonte que pode fechar ao capricho, porque negar assegura a ela que ela tem controle. Ela o controlará pelo cansaço, pela raiva e por outros artifícios e depois se aproveitará de sua boa vontade pra exercer chantagem emocional.
    Eu gosto muito de dizer isso: não mude por amor. Se por você tem que mudar por amor, está dando uma prova patente de que a pessoa não gosta de você do jeito que você é, mas do jeito que essa pessoa quer. O que ela quer com isso, te fazendo mudar por ela? Isso já não basta pra fazer você ver que ela já se sente mais importante? Isso não é uma tendência perigosa?
    As mulheres hoje estão empoderadas. Mas não deveriam usar esse poder para inverter o pólo de opressão entre homens e mulheres. Igualdade de direitos não deveria ser uma brecha para vingança e vê-la dessa forma já mostra que você é tão ruim como os que antes lhe oprimiram. Por causa de mulheres como essa do texto, há movimentos como o Men Going Their Own Way e o Marriage Strike, homens que recusam compromisso, porque o compromisso, ao ver deles, dá ocasião a casos como o descrito acima, não obstante qual é o polo de opressão, se masculino ou feminino. A mulher ganhou mais proteções, isso é bom, mas a aplicação é desproporcional: se ela partisse pra violência e eu a denunciasse, o delegado riria da minha cara. Mas alguns aceitam a denúncia da moça com provas insuficientes. Não é a lei que está errada, ao menos nesse caso, mas sua aplicação. Isso torna fácil a uma mulher abusiva usar a lei como dispositivo de controle.
    Eu me abstenho totalmente de relacionamentos com qualquer pessoa. Prefiro ter muitos amigos do que um parceiro romântico. Isso não é uma decisão que muitos podem fazer e eu só a tomei porque eu quis assim e pude me comprometer a isso. Mas o ideal é não tomar decisões com base na paixão. Toda a emoção deve ser moderada pelo bom senso e esse cara é um babaca.

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  3. Fala, Yure. Agradeço sua visita. Foi um dos comentários mais bacanas que já recebi aqui no Marca Livro. Cheio de ideias e conteúdo. Concordo em partes com o que você disse. Também acho que, quando saímos da esfera do amor e tomamos o controle total da relação, algo se perdeu nesse caminho. Não sei ela leu Kierkegaard, mas é uma boa teoria. Rs… A frase sobre ter que mudar para poder estar com o próximo é uma grande verdade. Devemos ser nós mesmos, para que possamos ser felizes junto ao outro. Nada mais além disso. Se não puder ser assim, não é amor. Mas discordo sobre o empoderamento feminino estar sendo utilizado para inverter o pólo de opressão. Isso até pode vir a acontecer em alguns casos, mas acredito que, como existem homens abusadores, isso também pode ocorrer no lado oposto, mas numa escala um pouco menor. No caso feminino, será um abuso muito mais emocional que físico (embora esses também existam). A verdade é que acredito que sempre podem existir relacionamentos abusivos, independentemente de qual seja o gênero ou opção sexual, e esse foi apenas mais um exemplo disso. Quanto a sua escolha de não se envolver em nenhum relacionamento, se lhe torna feliz, apoio totalmente. Vai com fé e seja feliz! E você tem razão, esse cara é um grandessíssimo babaca! Espero que volte mais vezes por aqui. Um grande abraço!

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  4. Pois é, eu estava falando de abuso emocional. Mas há abuso físico, só dizendo. Minha sobrinha de seis anos chegou em casa da escola e resolveu que seria uma boa ideia me bater. Claro que ela bate como uma garotinha, óbvio, então eu não me zanguei por causa daquilo. Ela me disse que “homem não pode bater em mulher, mulher pode bater em homem.” Eu tive que explicar pra ela que aquilo estava errado, tive uma conversinha com ela. Não sei quem lha ensinou aquilo, mas imagine só. Isso acontece também, a mulher também é capaz de abuso físico e se sente protegida pra isso. Eu não endorso a violência, não importa qual gênero a pratique, contudo, e sou a favor de igualdade ou, pelo menos, equivalência de direitos, mas também de aplicação.
    Eu pretendo voltar aqui regularmente. Abraço de volta. Quanto ao Søren Kierkegaard, eu fiz anotações sobre o Diário de um Sedutor no meu blog. O link tá no índice.

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  5. É, cara, as crianças estão expostas a tudo, a todo momento e em qualquer lugar. Por isso é sempre ótimo terem pessoas próximas prontas a explicarem a realidade das coisas. Vou dar uma conferida nas suas anotações sobre o livro do Soren. Abs!

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