Respeito

Aplaudido de pé por mais de dois minutos
Sem interrupções
Após sua mais dolorosa derrota
O estádio lotado reconhece seu esforço

Lágrimas caem pelo brilho de seus olhos
A tristeza é evidente
Mas o sorriso
Justificado pelo gesto de milhares
Não pode ser contido

Ao mestre de cerimônias
Só resta esperar
Observar a admiração de todos
E presenciar um dos momentos mais marcantes da história daquele torneio

Até seu algoz aplaude
Sabe
No fundo do coração
Que embora tenha saído vitorioso
O momento não é dele

A ovação não cessa
Olha o céu
Busca forças
Agradece
Percebe que finalmente torcem por ele

Muitos atletas
Por mais bem sucedidos que tenham sido
Nunca tiveram a oportunidade de serem aclamados dessa forma

Uma das maiores amostras de carinho que já pude ver
Que nos mostra mais uma vez
Porque o esporte pode ser tão incrível

Isso é o que chamo de respeito

 

 

Academia

Volto da academia exausta. Suada. Ofegante. Sem brio. Tiro os fones do ouvido e procuro minhas chaves. Rosto molhado. Abro a porta e entro. Ascendo a luz da sala e deixo minha bolsa no balcão. Vou até o quarto buscar uma toalha. A claridade do corredor já é suficiente para iluminar um pouco o ambiente. Vejo um vulto na cama. Estou paralisada. Terror. Temo que serei mais uma vítima da violência das grandes metrópoles. Graças aos céus estou enganada. Olho com mais calma. Meu amante está nu. Deitado na cama. Pau duro. O pênis dele brilha perante o feixe de luz. A cena me excita. Não poso controlar o sorriso em meu rosto. Meu cansaço desaparece e sinto o calor no meio das coxas.

“Vou tomar um banho e já venho.” Não é essa a resposta que ele quer ouvir. Levanta-se da cama, pega-me de costas e me abraça. Me vira com força e beija-me apaixonadamente. Ainda estou incomodada, pois me sinto suja. Ele parece não se preocupar. Passeia com a língua em minha boca e suas mãos apertam minha bunda. Agarro seu pau com a mão esquerda. Rígido. Pulsa.

Puxa-me e me joga na cama. Caio com uma violência gostosa. Ele vem por cima e continua a me beijar. Ajoelha-se e tira minhas calças enquanto tiro meu top. A sincronia sexual perfeita. As roupas vão ao chão. Rolamos na cama. Suas mãos vão das coxas aos seios. Com carinho. às vezes com mais pegada. Sinto minha boceta molhar. Ficamos lado a lado. Enquanto ele me toca, bato punheta pra ele. Sinto o seu prazer. O pau duro na minha mão. Gostoso. Pra cima e pra baixo.

Image by Emma at DreamDate

Ao poucos ele acaricia minha vagina por cima da calcinha. Com a mão toda. Com os dedos. Com as costas da mão. Movimentos leves. Às vezes rápidos. Suspiro. Contorço-me de tesão. Seu pau pulsa em minha mão a cada gemido que dou. Meu prazer lhe excita.

Finalmente, ele coloca minha calcinha de lado e enfia o dedo. Minha vagina está encharcada. O dedo médio entra devagar. Incrível. Ele vai e volta com delicadeza. Meu amante se levanta e senta ao meu lado. Com o dedo dentro, vira a palma da mão para cima para massagear meu clítoris por dentro. Pouco a pouco. Com a mão que está livre, usa dois dedos, o indicador e o médio, para fazer movimentos circulares em meu clitóris pelo lado de fora. Jamais me masturbaram assim. Provocando por dentro e por fora ao mesmo tempo. Maravilhoso. Ele é paciente e pouco a pouco percebe que vou chegando ao clímax. Mantém o ritmo por alguns minutos e sente os espasmos do meu corpo. Gozo lindamente. Ele continua a brincar enquanto grito e me contorço. Quando para, dou um último suspiro. Ele tira lentamente o dedo e o põe na boca. “Adoro o seu gosto.” Deliro.

Agora é a minha vez. Levanto e o jogo de costas na cama. Seu pau está duríssimo. Aperto-o com firmeza. Aproximo minha boca e passo a língua carinhosamente. Com a mão, masturbo-o enquanto beijo a base do pênis, virilha e faço carícias no seu saco. Ele me olha nos olhos com um tesão incontrolável. Abocanho com gosto. Sinto uma gota de porra escorrer na ponta. Delicioso. Continuo a chupar. Em movimentos rápidos. Outrora, lentos. Ajudo com as mãos. Chupo ao mesmo tempo que lhe bato uma punheta. Minha língua passeia em volta da cabeça. Ele respira fundo e geme baixinho.

Image by freestocks

Atiro-me em cima dele e vou em direção a sua boca. Beijo-a com desejo. Fico de quatro por cima de seu corpo. Ele aperta minha bunda com força e abre minhas nádegas. Que tesão. Sento em seu pau. Estou tão molhada, que o membro escorrega suavemente. Êxtase. Perco o ar por um momento e começo a cavalgar. Grito de prazer. Meus olhos reviram, enquanto domino a situação. Pra frente. Pra trás. Beijos. Puxadas de cabelo. Sinto a chama do gozo vir novamente. Levanto-me e posto-me num ângulo de noventa graus. Ele aperta meu seio esquerdo. Posto minhas costas um pouco mais para trás e apoio minhas mãos em sua perna. Rebolo em seu pau de uma forma que atinja meu clitóris na medida certa. Meu Deus! Poderia chorar de alegria. Mais alguns movimentos e sinto a explosão. Gozo novamente. O teto parece cair sobre mim. Estou gemendo descontroladamente. Aos poucos a sensação diminui. Caio sobre ele. Beijo-o e descanso por alguns segundos enquanto estamos abraçados.

Meu homem percebe que é a hora de tentar algo novo. Joga-me de lado e me deixa de costas. Coloco um travesseiro em baixo do meu colo, para que minha bunda e boceta fiquem na posição perfeitas para a penetração. Ele brinca passando a cabeça por toda minha vagina e beirada do cu. Por volta dos lábios. Metendo só a cabeça e tirando. Até que penetra-me de vez. Não esperava tamanha vontade. Os movimentos começam. Estou indefesa. Ele vem devagar, mas aumenta o ritmo. Sinto-o completamente, até o saco bater na minha boceta. Que sensação mágica. Aos poucos ele vai mais rápido. Mordo o lençol e apoio o braço direito na parede para não bater a cabeça. A cama vibra. Meu corpo treme. Vai e volta. Quero gritar de tanto tesão. Não acredito que vou gozar de novo. “Me fode, vai! Com mais força”. Ele obedece. Não consigo para de gemer. “Mais rápido!” Começo a ter espasmos. “Acaba comigo, seu filho da p***”. O gozo vem. Não ouço mais nada. Não vejo ninguém. Apenas me concentro na sensação incrível que é o orgasmo. Só posso agradecer aos anjos. Meu corpo fica mole. Ele continua a meter. A vida é incrível.

Imagem por Dennis Brekke

Enfim, sou surpreendida mais uma vez. Ele aumenta o ritmo e enfia o polegar no meu cu. Achei que nunca gostaria dessa sensação, mas estava totalmente enganada. É diferente. Não consigo descrever o que sinto, mas sei que gosto. E gosto muito! Ótima surpresa. Ele continua incansável. Pra frente. Pra trás. O dedo se move devagar. Duas fontes de prazer. Combinam de forma perfeita. Cristo! Finalmente, tira o pau pra fora e goza sobre minhas costas. O liquido jorra por toda minha bunda. Quente. Melado. Magnífico. Analiso pingar até a última gota sobre minha pele. Ele me dá um tapa na bunda e se levanta. Jogo-me de lado no colchão e aprecio a beleza das luzes que refletem na janela. Não poderia estar mais satisfeita.

O amante sai do quarto e vai pelado até a cozinha. Abre a geladeira e ouço seus goles na garrafa gelada. Levanto-me com calma. Tenho uma expressão de felicidade serena no rosto. Entro no banheiro e fecho a porta. Abro o chuveiro. “Bem que minha academia poderia ter um plano que me oferecesse esse tipo de serviço anti-estresse todas as vezes que acabasse meu treino.”

A minha versão da história

Sinto o gosto do café na boca
Seu olhos vêm até mim
No calor do corpo
Um perfume discreto
.
Tardes singelas
Fizeram-me acreditar no amor
.
Seu cheiro no edredom
Recados carinhosos no espelho do banheiro
Bilhetes românticos guardados na gaveta
Presentes que jamais me desfiz
.
Dias tranquilos
Noites selvagens
.
Roupas de cama jogadas ao chão
Desejos ardentes
Peles coladas
Gemidos sinceros
.
Ofegantes por paixão
Juntos por vontade
.
Rimos de coisas que somente nós dois podemos entender
Agradamos um ao outro por amor
Por saudade
Sem intenções
.
Para ver o sorriso no rosto de quem ama

Para sentir aquele frio no estômago que só os apaixonados têm
.
Abraços
Mãos dadas
Colo a colo
Corações ardentes
.
Orgulho-me em andar ao seu lado
Sorrio sempre que a vejo vir ao meu encontro
.
Posso observá-la dormir
Dançar
Linda
Finjo que tudo é recíproco
.
Olhos às nuvens para te ver no céu
Mas caio em terra sem esperanças
.
Algo mudou
Seu sorriso não é mais o mesmo
Suas vontades mudaram
Sei que não acredita mais em mim
.
A paciência acabou
Eu, agora, te envergonho
.
Culpa-me por aquilo que não fiz
Por algo que não posso mudar
Por querer me tornar um homem que não estou preparado pra ser
Ainda
.
Aos poucos
Me evita
.
Não me atende
Só me procura para que eu devolva os pertences que ainda estão no meu armário
Tenta me convencer que não sou mais o mesmo
Porém, insiste que ainda seremos amigos
.
Sei que jamais vai acontecer
Não quero, não posso, seria impossível
.
A porta fecha
Um vazio imenso toma conta de mim
Nunca mais vamos nos ver
Não dessa forma
.
Um dia talvez você me procure
Com raiva, com ódio
.
Terá remorso
Por tudo que a fiz passar
Fará acusações
Irá me culpar pelo seu fracasso
.
Tudo bem
Infelizmente, algumas vezes tudo acaba assim
.
E mesmo que você afirme que nunca sentiu
Finja que não é verdade
Fuja, sofra, me abandone
E nada que eu diga a faça mudar de ideia
.
É um problema seu
Porque este é o meu amor
A minha verdade
O meu sentimento
.
E por mais que você negue
Nunca poderá tirá-lo de mim